De collant estampado na Paulista, bailarino argentino revela como MS mudou sua vida

O collant com estampa de onça, a postura impecável e a confiança de quem domina o palco fizeram o bailarino argentino Agustín Salcedo roubar a cena na Avenida Paulista, em São Paulo. O artista viralizou nas redes sociais após desfilar pelo “tapete vermelho” improvisado pelo criador de conteúdo Daniel Segundeiro, conhecido por convidar pessoas estilosas a transformarem a rua em passarela.

O vídeo já alcançou quase seis milhões de visualizações no Instagram. Por trás do breve registro, há uma trajetória marcada pela dança e por uma profunda conexão com Mato Grosso do Sul. Integrante do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano e da Companhia de Dança do Pantanal desde 2019, Agustín trocou sua cidade natal, Mar del Plata, pela fronteira pantaneira.

“Minha trajetória em Mato Grosso do Sul começou através da dança, quando cheguei em Corumbá carregando sonhos, expectativas e muita vontade de crescer artisticamente.”

MS em cada passo

Ao longo dos últimos anos, o bailarino levou a arte sul-mato-grossense para países como Portugal, Coreia do Sul, França e Paraguai. Entre todas as experiências, uma teve significado especial.

“Ao longo desses anos, vivi experiências que transformaram completamente minha vida. Com a companhia, tive a oportunidade de participar de turnês nacionais e internacionais. Cada viagem teve um impacto muito forte na minha formação, mas a ida à França foi especialmente marcante para mim. Foi um daqueles momentos em que você percebe até onde a arte pode te levar, saindo de uma realidade tão distante e chegando a palcos, culturas e encontros que antes pareciam impossíveis.”

Agustín é integrante do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano e da Companhia de Dança do Pantanal desde 2019. (Arquivo pessoal)

Segundo Agustín, o maior impacto não veio apenas dos palcos internacionais, mas da convivência com o Pantanal e com a cultura de Corumbá.

“Além da dança, Corumbá e o Pantanal me transformaram de uma maneira muito profunda. O contato com o bioma, a fauna, os animais, a imensidão da natureza e toda a força cultural da região me fizeram enxergar o mundo de outra forma. Muitas das coisas que vivi e conheci aqui eu só pude experimentar graças ao Moinho Cultural”, diz ele.

“O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano é realmente transformador. Para mim, é uma verdadeira fábrica de sonhos. É um lugar que muda destinos através da arte, da educação e da cultura. Logo, não forma apenas bailarinos, mas seres humanos com visão, sensibilidade e oportunidade de acreditar que podem ir além.”

Hoje já consolidado em Mato Grosso do Sul, Agustín olha para trás com gratidão e entende que a dança foi apenas o ponto de partida de uma história muito maior.

Dançarino já participou de vários espetáculos pelo mundo. (Arquivo pessoal)

Para sempre em MS?

Sobre a possibilidade de permanecer definitivamente no Estado, Agustín afirma que não há uma resposta simples, já que a dança lhe ensinou que a vida artística é dinâmica e cheia de possibilidades.

“Mas, independentemente de onde eu esteja futuramente, Mato Grosso do Sul, Corumbá e tudo o que vivi no Pantanal sempre vão fazer parte da minha história e da minha identidade como artista. Foi aqui que vivi algumas das experiências mais transformadoras da minha vida, tanto profissionalmente quanto pessoalmente”, conclui.

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